Darwin’s Café

Depois de ter conquistado Cascais, onde hoje é uma instituição, o Confraria estendeu a sua cozinha japonesa a Lisboa, para onde a equipa de sushimen tratou de trazer as melhores receitas da casa. O Cerqueira renasceu pelas mãos de dois antigos clientes brasileiros, sem apagar o passado de tasca. Tanka Sapkota, chef e empresário nepalês por trás dos premiados Come Prima e Forno d’Oro, juntou-se ao irmão mais novo, Yogesh, e à cunhada para relançar a Casa Nepalesa com redobrada ambição. Com uma sala pequena e uma clientela fiel, este é um raro testemunho da tradição culinária indo-portuguesa em Lisboa. No Cantinho da Paz, quase nada mudou desde a morte de Sebastião, a alma da casa e um dos grandes anfitriões da cidade no nosso tempo. A porta mantém-se fechada, a mística do espaço conhecido pela discrição também, e o bife de lombo não perdeu nenhuma das características que fez do prato um dos mais badalados da cidade há já quatro décadas.

Localizado no primeiro andar, acessível por elevador, este espaçoso restaurante conta com garçons atenciosos e prestativos. Minha sobremesa estava impressionante. Além do serviço de mesa (dine-in), oferece também opções de take-out e delivery, adaptando-se às necessidades modernas dos consumidores. O estabelecimento está preparado para receber clientes com mobilidade reduzida, dispondo de uma entrada acessível para cadeiras de rodas.

Não era para ter sido assim, mas o espaço fez a ocasião. E a compor tudo isto estão os preços anti-gentrificação que fazem questão de praticar. Já as sandes, com o pão da Massa Mãe, podem ser de ovo com farinheira, porco à portuguesa, couve-flor assada, manteiga de alcaparras e mortadela, beringela e teryaki…

Avaliações de Tribunal Bar & Restaurante Unidade Vila Madalena

O que não significa abrir mão do serviço atento e dos pratos com alto rigor técnico que saem da sua cozinha detalhista – como no caso do robalo de anzol com tucupi, raiz de salsa, gamba branca e aneto; e do prato de pintada e codorniz com trompetas e ervilha. "Queremos valorizar ao máximo o peixe e o marisco da nossa costa portuguesa e trazer ingredientes brasileiros, apresentados de formas diferentes do habitual”, explica a chef. O restaurante Gruta, comandado pela chef Caroline Giandalia, tem pratos que cruzam a tradição de Portugal e do Brasil, com criatividade, ousadia e utilizando sempre ingredientes locais e sazonais. Os pratos são, na sua maioria, para partilhar, entre petiscos e outros para se comer de talheres, sempre com intensa presença de vegetais. O casal brasileiro Gabriela Johann e Gustavo Schmidt divide-se para (ela) oferecer receitas de conforto que mudam com as temporadas e (ele) verter rótulos de vinhos naturais feitos dentro e fora de Portugal. Quatro anos depois, o chef subiu a parada e inaugurou nas Antas um fine dining (ou fire dining, se preferir) que é a evolução do primeiro.

  • É pequenino e acolhedor mas não lhe falta espaço para produzir e confeccionar massa fresca todos os dias.
  • São pequenas bolinhas de felicidade importadas do Brasil, mais especificamente de São Paulo.
  • Nos pratos de peixe aposte no pregado com molho de caril e manjericão (28€) ou no polvo à lagareiro com batata à murro e couve salteada (26€).
  • Arroz basmati dos Himalaias, sobremesas cuidadas e chás autóctones completam uma proposta focada em produto e identidade.

Por isso, é fácil encontrar filetes de peixe galo com açorda de ovas, tripas e cozido à portuguesa em muitas esquinas, sem ter que recorrer à casa da avó. Há também donburis (de porco crocante ou de atum marinado), okonomiyakis (as panquequinhas japonesas) e outras delícias para satisfazer todos os gostos. A bowl de massa com caldo fumegante para sorver é apresentada em versões como a de triplo porco (um caldo de porco intenso com miso e malagueta, noodles, porco picado e porco crocante, ovo nitamago, nori e ceboleto) ou a vegetariana (caldo vegetariano com cogumelos shiitaki, eryngi e enoki). Imperdível é o carabineiro à moda da casa, uma espécie de ovos rotos servidos com este crustáceo cozinhado no ponto, cheio de sucos marinhos; e um prego com uma carne do lombo tenra, de raças transmontanas, servido num pão de água rústico.

Cumprindo a micro-sazonalidade dos produtos, a carta muda com frequência e inclui, sempre que possível, peixes pouco habituais às nossas mesas. Este é o seu primeiro espaço em Lisboa – e está pensado para agitar as águas. No espaço de um antigo café de bairro, o Baraa Kitchen serve cozinha síria feita sem atalhos. Um sítio onde a comida de inspiração italiana e os cocktails estão em grande nível (tal como a carta de vinhos naturais), e onde o ambiente divertido do espaço só o torna ainda mais convidativo. Marin Colomès é um dos três sócios e está ao leme da pequena cozinha, juntamente com Marc le Rohellec – o primeiro a tempo inteiro, o segundo dividido entre Arroios e o restaurante que abriu em 2021 no Cais do Sodré.

Cervejaria Boa Esperança

A comida que o chef Rui Paula cria é apaixonante – e os seus espaços também. O sucesso, talvez, reside no facto de se tratar de um misto de sandes e petisco (para comer com os dedos), perfeito para acompanhar um fino nos dias frios ou quentes. Mais tarde abriu um espaço em nome próprio, a poucos passos do original, mas que fechou as portas em 2018, para grande tristeza da cidade. Nesta casa argentina comandada pelo chef Maurício Ghiglione, o destaque é a parrilla com cortes de carne de alta qualidade, como o ojo de bife, o lomo, ou o bife de chorizo (que nada tem a ver com nosso enchido).

A pasta fresca convence à primeira garfada, tal como os ravioli de porco preto com ricotta e molho de tomate. Num espaço que continua a cruzar o clássico com o contemporâneo, a interacção à mesa faz-se tanto com https://tribunasportsbar.pt/ o serviço de sala como com a equipa da cozinha, incluindo o próprio André Cruz. O chef, Petter Nyström, construiu uma experiência gastronómica centrada no sabor.

Restaurante Tribuna

O menu é curto e está afixado na porta – três entradas, cinco pratos, uma sobremesa e dois cocktails de assinatura a somar a uma carta de vinhos naturais e de baixa intervenção. Há dois menus, um mais simples, em que cliente escolhe entrada, prato e sobremesa, e o de degustação, com seis momentos. À frente do restaurante está uma família de Cantanhede, que entretanto abriu um segundo espaço no centro da cidade, na Duque de Palmela.

Numa mesa onde o produto é rei, a simplicidade da matéria-prima serve de base a outros experimentos – sejam eles com sabores do mundo, ou com as últimas técnicas culinárias. Familiarizado com as tradições culinárias portuguesas, o novo chef tem traçado um caminho de sustentabilidade, ligado sobretudo à sazonalidade dos ingredientes. Cheio de pinta e boa música, centrado no balcão de azulejos pintado à mão, aposta no receituário português, com produtos escolhidos a dedo e referências de vinho a condizer. O Corrupio é pequeno em espaço, mas grande nos sabores. A dupla criou aqui uma cozinha saborosa, de partilha, mas sem empratamentos mínimos, sem pretensões a bistrô e ainda assim com momentos de genialidade. Só isso já seria muito bem-vindo, mas não se fica por aí.

Os melhores restaurantes em Benfica

Numa sala animada, luminosa e verdejante, chegam à mesa grandes pratos como o surpreendente “pastrami da Liz”, croquetes de camarão, arroz de pato fumado, porco saloio, cachaço fumado ou bochechas de vaca com couve grelhada. Por outro lado, passou a existir um balcão e, na segunda sala, dois lugares à janela. A proposta não é nova para a restauração lisboeta, nem para Bernardo Agrela, que por sua vez também não é novo nesta casa, que reabriu no final de Setembro de 2025. Com a cozinha ao centro, balcão ao redor, está tudo à vista neste elegante e discreto restaurante da chef, que aqui cruza sabores tradicionais portugueses, as suas memórias, com o gosto internacional.

E não se esqueça de lhes juntar umas batatinhas fritas, claro, para ficar tudo ainda melhor. Para rematar, juntam pickles, queijo Cheddar e um molho secreto. A carne usada é da raça Angus, o pão-de-leite é feito na casa e as alfaces, tomates e cebolas são fresquíssimos.